Arquivo da Categoria: montanhismo

Parceria Espaços Naturais – NME

Graças a uma parceria estabelecida com a Espaços Naturais, os sócios do Núcleo de Montanha de Espinho podem usufruir de:

  • 20% de desconto nos cursos da Espaços Naturais;
  • 10% de desconto nas expedições da Espaços Naturais.

Podem consultar as ofertas e ficar a conhecer melhor a empresa em:
http://www.espacosnaturais.net
https://www.facebook.com/espacosnaturais/
@espacosnaturais

Votos de muitas e boas aventuras com esta equipa de excelentes profissionais!

QUOTAS

A partir de janeiro 2020, o valor de quota anual do Núcleo de Montanha de Espinho é de:

  • 25,00€ para adultos;
  • 15,00€ para menores (sub 18 anos no início do ano civil).

Haverá desconto para:

  • cônjuge (ou companheiro em união de facto) de um sócio/a, que pagará 15,00€;
  • filho(s) menor(es) de um sócio/a, que pagará(ão) 7,5€.

As quotas são anuais, válidas de janeiro a dezembro de cada ano.

O valor da jóia para quem se inscreve pela primeira vez é de 10,00€.

Em 2020, os sócios escaladores adultos terão que pagar ainda uma taxa de utilização de rocódromo de 20€, pagável até março de 2020.

O pagamento deverá ser realizado preferencialmente por transferência bancária para a conta:

PT50 0018 2115 03502895020 50

No acto da inscrição/renovação, indica a modalidade que praticas. O comprovativo de pagamento e os documentos deverão ser remetidos para: secretaria@montanha.org.

Contactos

Instagram: @nme_nucleomontanhaespinho

Facebook: www.facebook.com/nmespinho/

E-mails

Presidente da Direcção: eva.antunes@montanha.org

Secretaria: secretaria@montanha.org

Tesouraria: tesouraria@montanha.org

Morada

Nave Polivalente de Espinho

Rua da Nave, Lugar de Sales, Silvalde, 4500-474 Espinho

Envio de correspondência

NÚCLEO DE MONTANHA DE ESPINHO

Apartado 179

Loja CTT Espinho

4500-217 Espinho

Contacto telefónico: 914055554

Pagamentos para: PT50 0018 2115 03502895020 50

Via Sacra

A ideia era fazer uma actividade de montanhismo clássica, ao som do chilrear da passarada e apreciando a flora local. Bastaria o mapa e uma ideia do percurso a seguir para nos concedermos o privilégio de andar perdidos por entre maciços graníticos e ribeiros de águas cristalinas. Os 18 graus que se faziam sentir logo pelas 9 da manhã anteviam o já habitual escaldão, seguindo-se o também já habitual sermão “Não tens protector solar?“.

A última vez que andei por estas bandas foi numa travessia realizada em 2005 na companhia do João Gil, do Ricardo Carmo e do Topas. O facto de já terem passado 14 anos desde esta incursão trouxeram-me saudades e fizeram-me sentir em dívida com este local, merecedor de visitas mais assíduas. Grande parte da minha paixão pelos espaços naturais teve aqui a sua origem e é um património que espero possa ser passado para as gerações vindouras, pelo menos, nas mesmas condições em que o conheci.

Eu + Topas + Ricardo Carmo + João Gil algures acima das nuvens (2005)

Algures no monte

Para esta actividade lá consegui convencer o Fofoni e o Fernando Santos a deixarem a Serra de Valongo para outras calendas, argumentando que sempre poderíamos fazer algumas partes do percurso em ritmo de corrida. Sendo eu o elo mais fraco desta tríade antevia-se empeno pela certa.

3 moços (foto: Fernando Santos)

Os trilhos estavam razoáveis, notando-se alguma proliferação excessiva de mariolas, em alguns troços, e a ausência das mesmas, noutros, que tornam confusa a orientação.

Heidi (foto: Fofoni)

Uma casa na pradaria (foto: Fernando Santos)

No percurso ainda foi possível o avistamento de um conjunto de cabras selvagens que, indiferentes à nossa passagem, seguiram a sua subida da encosta.

Uau! (Foto: Fernando Santos)

Little Ordesa (foto: Fernando Santos) 

O Gerês marca-nos. Sobretudo a urze e o tojo ao nível das pernas. Nada que nos incomode, ou não fizéssemos parte integrante do núcleo das montanhas de espinhos.

Este percurso acabou por ser para mim uma autêntica Via Sacra. Para além dos espinhos cravados nas pernas, houve ainda direito a apedrejamento na descida dos Carris. Os pés de bailarina há muito que não eram triturados em pancadas sucessivas de quartzo, feldspato e mica. O Fofoni, tornado Rabino ao longo do percurso pela radiação solar, forçou o ritmo até à Portela de Leonte. Durante este calvário várias vezes dirigi a palavra aos céus, na esperança que um kick final de energia me invadisse e conseguisse novamente voltar a correr.

Forcinha nas pernas, porque me abandonaste?“, gemia eu, olhando para a estrada que não parava de subir. Ao chegar ao estacionamento, morri.

João Graça

PS: Conforme as escrituras ressuscitei ao terceira dia. Ainda meio empenado mas já pronto para mais uma volta.