Trilhos dos Pernetas

Treino duro, prova fácil

O Sr. Director a dar à perna para chegar a casa a horas de fazer o almoço.

Uma vez mais, uma pequena demonstração da nova disciplina de trail sincronizado
Carla Monteiro a superar com sucesso a travessia do rio Douro.
Raúl Silva (a não conseguir igualar a Carla Monteiro na travessia).
As inscritas na Corrida que foram passear.
Fatal como o destino.
Afinal ganhamos o quê?
Esta prova já merece pontuar no tripadvisor

Via Sacra

A ideia era fazer uma actividade de montanhismo clássica, ao som do chilrear da passarada e apreciando a flora local. Bastaria o mapa e uma ideia do percurso a seguir para nos concedermos o privilégio de andar perdidos por entre maciços graníticos e ribeiros de águas cristalinas. Os 18 graus que se faziam sentir logo pelas 9 da manhã anteviam o já habitual escaldão, seguindo-se o também já habitual sermão “Não tens protector solar?“.

A última vez que andei por estas bandas foi numa travessia realizada em 2005 na companhia do João Gil, do Ricardo Carmo e do Topas. O facto de já terem passado 14 anos desde esta incursão trouxeram-me saudades e fizeram-me sentir em dívida com este local, merecedor de visitas mais assíduas. Grande parte da minha paixão pelos espaços naturais teve aqui a sua origem e é um património que espero possa ser passado para as gerações vindouras, pelo menos, nas mesmas condições em que o conheci.

Eu + Topas + Ricardo Carmo + João Gil algures acima das nuvens (2005)
Algures no monte

Para esta actividade lá consegui convencer o Fofoni e o Fernando Santos a deixarem a Serra de Valongo para outras calendas, argumentando que sempre poderíamos fazer algumas partes do percurso em ritmo de corrida. Sendo eu o elo mais fraco desta tríade antevia-se empeno pela certa.

3 moços (foto: Fernando Santos)

Os trilhos estavam razoáveis, notando-se alguma proliferação excessiva de mariolas, em alguns troços, e a ausência das mesmas, noutros, que tornam confusa a orientação.

Heidi (foto: Fofoni)
Uma casa na pradaria (foto: Fernando Santos)

No percurso ainda foi possível o avistamento de um conjunto de cabras selvagens que, indiferentes à nossa passagem, seguiram a sua subida da encosta.

Uau! (Foto: Fernando Santos)
Little Ordesa (foto: Fernando Santos) 

O Gerês marca-nos. Sobretudo a urze e o tojo ao nível das pernas. Nada que nos incomode, ou não fizéssemos parte integrante do núcleo das montanhas de espinhos.

Este percurso acabou por ser para mim uma autêntica Via Sacra. Para além dos espinhos cravados nas pernas, houve ainda direito a apedrejamento na descida dos Carris. Os pés de bailarina há muito que não eram triturados em pancadas sucessivas de quartzo, feldspato e mica. O Fofoni, tornado Rabino ao longo do percurso pela radiação solar, forçou o ritmo até à Portela de Leonte. Durante este calvário várias vezes dirigi a palavra aos céus, na esperança que um kick final de energia me invadisse e conseguisse novamente voltar a correr.

Forcinha nas pernas, porque me abandonaste?“, gemia eu, olhando para a estrada que não parava de subir. Ao chegar ao estacionamento, morri.

João Graça

PS: Conforme as escrituras ressuscitei ao terceira dia. Ainda meio empenado mas já pronto para mais uma volta.

Trail das bifanas 2019

Uma vez mais estivemos presentes na edição do Trail das Bifanas, desta feita na versão sunset without sun. O nível competitivo deste evento melhora de ano para ano, sendo de destacar o primeiro lugar da geral obtido pelas bifanas, logo seguidas a escassos segundos de um par de minis. O bolo de cenoura manteve a regularidade de resultados, acompanhado de perto pelo recém chegado pudim. Já a equipa formada pelas padas e batatas fritas arrecadou o prémio de maior número de participantes, contando contudo com algumas desistências.

PS: Os pastéis de chaves foram desclassificados pois foram sujeitos ao controlo anti-dopagem pelo Nuno Raposo antes do início da prova, tendo acusado positivo.

TraiL running, race walking

Ninguém pode dizer que não sabia ao que ía. O Pisão Extreme Race prometia dureza e tal foi cumprido. Os Deuses da montanha já sabiam que mesmo com condições meteorológicas fantásticas ía haver sangue e talvez por isso tenham resolvido poupar os que se atreveram nesta loucura. Parabéns ao Fernando Santos e ao Fofoni pela superação! Parabéns também ao Geraldo Santos pelo regresso ao monte.

Seguro Desportivo CAF 2018/2019

O Seguro Desportivo CAF é válido de Outubro de 2018 a Setembro de 2019.

Este seguro integra Responsabilidade Civil e Acidentes Pessoais.

Na primeira vez que é activado o seguro CAF é necessário enviar para o clube um atestado de robustez física, válido para as posteriores renovações.

Deverá ser enviado o nome e contacto telefónico de pessoa a contactar em caso de emergência.

Os valores apresentados incluem a emissão da Licença Federativa FPME.

Mais informação  aqui.

Pagamentos de jóia, quota ou seguro

Os pagamentos ao clube deverão, preferencialmente, ser realizados por transferência bancária para a conta NME no Banco Santander:

PT50 0018 2115 03502895020 50

Após realizada a transferência deverás enviar o comprovativo para secretaria@montanha.org

Porém, a partir de agora poderás também efectuar pagamentos directamente a João Graça (presidente da Direcção) ou Geraldo Santos (tesoureiro). Após a recepção dos pagamentos receberás um e-mail a confirmar o recebimento dos mesmos.

We will be back!

6 de Outubro de 2011.  Estamos no top da via “Oeste” (300m, V) da Aguja Negra, nos Galayos, Serra de Gredos. Os antebraços acusam o tamanho da via e a névoa que se vai instalando à nossa volta lembra-nos a urgência em baixar para o refúgio.

Grande no Topo da Aguja Negra

Porém, momentaneamente, a névoa dissipa-se e permite-nos olhar em redor. A vista do Tórreon desde a Aguja Negra mostra-nos todo o seu esplendor e justifica a fama que esta agulha carrega. Uma seta de granito apontada aos céus. Uau!

“Temos de cá voltar!”

Vista do Tórreon desde a Aguja Negra

21 de Setembro de 2018. 18h30

Hora combinada para a saída de Espinho. A Eva e o Zé estão em pulgas. Apanhamos o Marco em casa e siga em direcção a Nogal del Barranco. O plano é simples: bivacar no parque de estacionamento, fazer a aproximação ao Tórreon passando pelo refúgio Victory, ascender o Tórreon pela via Direta Sur Clássica (140m, V/V+) e baixar novamente até Nogal del Barranco para pernoitar. Deste modo teríamos apenas de carregar o material necessário para a escalada sem necessidade de pernoitar na base da parede.

Chegamos a Nogal del Barranco e o parque de estacionamento está… cheio! Parece que não fomos os únicos a aproveitar o fim de semana solarengo para vir Galayar…

22 de Setembro de 2018

Let´s rock & roll!

Acordamos ainda o sol vinha a caminho. A temperatura estava óptima e a vontade de pôr as mãos na rocha era muita. Separado o material para as duas cordadas começamos a aproximação que, para quem tem de se preparar para as provas de trail que se avizinham, vinha mesmo a calhar.

Refúgio Victory

A temperatura elevada começava a fazer as primeiras vítimas. Neste mesmo dia estava a decorrer o Ultra Trail de Gredos com passagem pelos Galayos (o refúgio situava-se ao km 63 da prova de 80 km). Os primeiros atletas apareciam a pedir água ainda estando longe do refúgio. Mal sabiam eles que o único ponto de abastecimento de água era a fonte situada no trilho para Nogal del Barranco e que esta apenas deixava cair um fiozinho de água…

“Upa, upa!”

Avançamos em direcção ao Tórreon e, para acelerar a ascensão, decidimos que apenas formaríamos uma cordada. Eu seria o varredor de serviço (na última vinda aos Galayos tivemos de abandonar um entalador na via e uma cordada que estava agora a escalar na face norte do Tórreon tinha acabado de deixar um friend lá entalado…)

À sombra dos gigantes

Conseguimos dar relativamente bem com o início da via. Um pitão numa placa vertical denunciou a localização. A Eva ameaçou que se não a deixassem abrir este largo atirava-se dali abaixo. Lá teve de ser…

Eva no primeiro largo da via

Chegamos à primeira reunião desde a qual já se tinha uma vista bastante aérea da Aguja Negra. O Zé abriu o segundo largo mas teve de tirar senha para montar a reunião. O sono começou a atacar…

Vista do patamar da primeira reunião

 

Vista da Aguja Negra com escaladores no cume

O patamar da segunda reunião já era bastante cómodo e sombreado. Daqui já era possível ver o diedro do terceiro largo.

Zé a abrir o terceiro largo

 

Eva a arrancar para o terceiro largo

 

Eva e Marco no terceiro largo da via

O quarto largo é uma pequena travessia no topo do Tórreon cujas descrições de várias ascensões apresentam como sendo algo de muito exposto e aéreo. De duas, uma: ou o chamamento para uma cerveja no refúgio nos toldou os sentidos ou as descrições são um tanto um quanto exageradas.

Eu, num dos largos da via

A verdade é que acabamos os quatro encavalitados no topo do Tórreon. Uns, a comer sandes de panado, outros, em sessões fotográficas.

A foto de cume

 

Nada como uma sande de panado no topo do Tórreon

A selfie obrigatória

O sol já se tinha posto e o vento começava a soprar (o que para alguém que está montado num bloco de granito em calções e t-shirt não é assim tão agradável). A partir dali foi baixar até ao refúgio onde, já no escuro da noite, a ambicionada cerveja nos aguardava.

Going down?

Restava agora descer os 5 km com 900m de desnível até ao estacionamento. Prueba superada!

Rising of the moon @ Galayos

 

Croqui da via

Para mais informações sobre os Galayos consultem isto.

SEGUROS DESPORTIVOS

A partir do dia 01 de Janeiro de 2019 o Núcleo de Montanha de Espinho apenas considerará como sendo válidos os seguros desportivos que cumpram os requisitos impostos legalmente, nomeadamente no que concerne aos valores de capitais mínimos.

Deste modo, o acesso aos rocódromos será limitado a sócios que evidenciem a posse de seguro desportivo válido.

O seguro desportivo E3 (20,00€, anual), destinado exclusivamente aos alunos da Escola de Escalada de Espinho, cumpre os requisitos impostos legalmente. Este seguro apenas é válido para a prática de escalada durante o horário das aulas.

SEGUROS DESPORTIVOS

FPME 

Válido 01.01.2019 a 31.12.2019

Licença Federativa (16,00€) + Seguro Nível 3 (51,00€) = 67,00€

CAF

Válido de Outubro 2018 a Setembro 2019

Licença Federativa + Seguro (nascidos antes de 01/01/95):  89,90€

Licença Federativa + Seguro (nascidos entre 01/01/95 e 01/01/2001): 64,10€

Licença Federativa + Seguro (nascidos depois de 31/12/2000): 57,30€

Categoria/Nível

Condições a 01/01/2019

PREÇOS

T1 Idade superior ou igual a 25 anos

(nascidos antes de 01/01/1995)

89,90€
J1 De 18 a 24 anos

Nascidos entre 01/01/95 e antes 01/01/2001

64,10€
J2 Menos de 18 anos

Nascidos depois de 31/12/2000

57,30€
C1 Esposa/esposo de um membro CAF 64,90€
E1 Filhos de um membro com idade compreendida entre 18 e 24 anos (nascidos entre 01/01/95 e 31/12/2000) 52,70€
E2 Filho de um membro com menos de 18 anos (nascido despois de 31/12/2000) 46€
A1 Mais de 65 anos

Nascidos antes de 01-01-54 e com cartão CAF antes de 01-09-2009

80,50€
S1 Guias de Montanha 82€

Melgaço Alvarinho Trail

Tinha tudo para ser um Trail inesquecivel…e foi.
A organização acenava com argumentos de peso.
Venham fazer um trail, subir a 1242m de altitude (Cabeça do Pito) bebam do nosso afamado Alvarinho e até oferecemos águas com gás.
Posto isto, a Carla e a Alice resolveram vir também.
Não as censuro, apesar de na minha cabeça e na do Fernando só estar 2576mD+, concordo que o cartaz é muito duvidoso.
As dificuldades começaram na véspera, por razões várias, ninguém dormiu nada de jeito, o cansaço era tal que a dada altura da viagem o Fernando tomou como direção Caminha quando devia ter seguido Valença.
Já em Melgaço depois de quase 2h de viagem o levantamento dos dorsais foi coisa de meninos e a organização presenteou-nos com o café da manhã, café e queque, maravilha.
Na barraquinha do pequeno almoço um espanhol recusa o bolo e quer só tomar o café.
“Coma que vai precisar, se não quiser comer agora leve consigo, olhe que ainda se vai arrepender, vai precisar de toda a energia.” dizia a senhora.
“Desnível positivo, meninas, desnível positivo, a gente veio cá pela dureza da prova, estão a ver, vai ser malhar monte o dia todo”, pensava eu, mas calado claro, nunca se perturba mulheres no seu estado mais puro de compenetração mental pré-trail.
Eu não sei se foram os 1242m ou se o vinho, o certo é que os paparazzi estavam lá todos, eram 10 os fotógrafos credenciados para o evento.
Fico sempre desconfiado quando começam a disparar a torto e a direito antes das provas, penso sempre que é para fazer uma comparação do antes e do durante, é que do depois nem sempre dá para comparar.
A ULTRA era fácil de ler, 6km de trail, um estaladão de 8km, 8km a descer, um montinho para ultrapassar, uma marretada de 900mD+ e finalizava com 14km a descer até à meta.
Meus amigos, quem quisesse ver a Cabeça do dito tinha que levar com a prima do Estanquinhos, a nossa sorte é que estava nevoeiro cerrado e não deu para desmoralizar.
O trail curto era basicamente levar com um estaladão bem assente no focinho e ir direitinhas para casa, quer dizer, meta.
A organização demonstrou desde cedo que não estava para brincadeiras, percurso muito bem marcado, staff numeroso, sempre simpáticos e bons abastecimentos.
O percurso era muito variado, fizeram um traçado de prova espectacular, com o nevoeiro perdeu-se muito da prova, mas se estava céu limpo e calor, ai, ai meus meninos, íamos cair como tordos.
A Carla e a Alice foram bravas, levaram o estaladão e concluíram a prova muito antes de dezenas de outros que ali tombaram ou que até perderam o norte, tal a violência do embate.
O Fernando esqueceu-se que tínhamos ido todos no mesmo carro e quis despachar a coisa, eu demorei mais duas horas do que ele porque ao quilometro 44 serviam presunto e Alvarinho e como estava com sede em vez de descer o que faltava em direção à meta comecei outra vez a subir o monte, nem achei estranho ter passado por tantos atletas que vinham a descer. Na minha cabeça só podia ser uma de duas coisas, ou não comeram o queque, ficaram sem forças e desistiram ou então viram a Cabeça do Pito e assustaram-se.
Texto: Mika Magalhães

NME @ Maia Boulder Contest 2018

No passado fim-de-semana realizou-se mais uma edição do Maia Boulder Contest. O NME esteve representado pelo Leonardo Silva, Rui Mendes, Pedro Aluai e Nuno Topas Gonçalves.

O Leonardo sacou o 1º lugar ex aequo no escalão de infantil A Masculino, o Pedro e o Rui ficaram no 10º e 11º lugares respectivamente em Iniciado Masculino e o Topas no 17º lugar Sénior Masculino.

Parabéns a todos pelos resultados!

Parabéns também aos treinadores e ao CEM por mais este magnífico evento!

Geplaatst door Nuno Topas Gonçalves op zaterdag 19 mei 2018

Geplaatst door Nuno Topas Gonçalves op zaterdag 19 mei 2018

Geplaatst door Nuno Topas Gonçalves op zaterdag 19 mei 2018

 

Urban Climbing @ Espinho

No próximo dia 26 de Maio o NME irá organizar um urban climbing contest, em versão test drive, integrado num evento promovido pela Câmara Municipal de Espinho.

Serão identificados e marcados vários problemas de escalada na zona envolvente ao Parque João de Deus e Biblioteca Municipal.

A marcação dos problemas será realizada pela dupla Topas + Olga.

Haverá problemas com vários graus de dificuldade, para todas as idades. Entre os inscritos haverá o sorteio de t-shirts NME!

Mais informações brevemente!

Dias perfeitos

O NME participou na Xuntanza de Faro de Budiño 2018 no fim de semana passado. O clima foi o ideal quer nas emoções, quer na meteorologia. Pessoas perfeitas têm direito a um tempo perfeito. Sábado foi sem chuva em Budiño. A noite e a manhã pingadas de domingo levaram-nos a rumar a Monteferro para escalar à beira-mar. O encontro foi de confraternização e partilhas, com amigos antigos e novos. Planos para as próximas saídas não faltam. Parabéns à organização. Dias perfeitos.

 

 

Carla Monteiro é PENTA!

Carla Monteiro terminou a sua quinta “ronda”!

101 Km em 18h00m49s!

Em declarações prestadas pelo seu mental coach, Pedro Bernardo, logo após o cortar da meta pela atleta: “…já há algum tempo que o alcançar do penta ocupava grande parte do meu pensamento. Estou muito feliz e resta-me agora descansar deste empeno.”