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LAgostim vermelho

Procambarus clarkii

NOMES VULGARES (POPULARES)
Lagostim-vermelho, Lagostim-americano, Lagostim-do-Louisiana

MORFOLOGIA
O lagostim-vermelho é um crustáceo no qual se distingue duas partes do corpo: (1) o cefalotórax (anterior) com pares de diversos apêndices como as antenas, partes bocais e patas, e a maioria dos órgãos do corpo; (2) o abdómen (posterior) constituído pela maioria dos músculos abdutores para uma rápida fuga de uma potencial ameaça, por apêndices relacionados com a transferência de esperma ou incubação de ovos, e pela ‘cauda’ característica nestes animais
Podem ter uma coloração vermelha escura, laranja ou avermelhada, dependendo do habitat, sendo mais escura em águas claras e mais clara em águas opacas e lamacentas. A coloração vermelha está, no entanto, sempre presente nos apêndices, através das pintas vermelhas espalhadas pelo corpo.
O tamanho em adulto é variável podendo ir dos 5.5-6.5 cm até aos 10.5-11.5 cm, e por isso não pode ser usado para determinar a sua idade ou alcance da maturação. Têm uma esperança média de vida de dois anos.
Um aspeto bastante peculiar do ciclo biológico deste lagostim, e dos demais membros da família Cambaridae, é a alternância de dois morfotipos nos machos, reprodutora e não-reprodutora, alternando períodos de atividade reprodutiva e períodos de crescimento somático. Após um período reprodutivo que dura 8 a 9 meses ao ano, passam por uma muda, revertendo para uma forma sexualmente imatura. Nesta fase, os machos não têm ganchos copuladores e os órgãos copuladores são amolecidos e de cor clara. As fêmeas também apresentam esta alternância nas formas, mas este só é evidente no seu comportamento, nomeadamente na recetividade aos machos.

COMPORTAMENTO
Após o período de reprodução, os machos do lagostim vermelho passam por uma fase errante onde pode haver migração em massa, caminhando por vários quilómetros em áreas secas, especialmente durante a estação chuvosa
ALIMENTAÇÃO
É um predador voraz de anfíbios, insetos e plantas e é temido pelos orizicultores, já que os lagostins escavam galerias nos campos de arroz, secando-os. Um estudo recente aponta que, com o aumento da temperatura, a dieta vai tender para um maior consumo de plantas, ameaçando assim as culturas, nomeadamente de arroz.
HABITAT
O lagostim-vermelho ocorre normalmente em águas doces lênticas não demasiado frias, como rios de curso lento, marismas, albufeiras, sistemas de rega e campos de arroz. Em geral são calmos, vivendo quase sempre escondidos, sendo mais ativos quando a luminosidade é baixa.
DISTRIBUIÇÃO
O lagostim-vermelhos é originário do sul do Estados Unidos e do norte do México. Foi introduzido em quintas de aquacultura por volta de 1973, das quais escapou. Em Portugal foi introduzido em 1979 a partir de Espanha e desde então espalhou-se por todo o país, afetando o funcionamento dos ecossistemas dulçaquícolas, devido à sua plasticidade biológica e capacidade de adaptação a condições ambientais extremas.

CONSERVAÇÃO
O lagostim-vermelho foi introduzido por razões económicas e alimentares. No entanto, uma fuga dos sistemas de criação, levaram uma rápida expansão deste animal até aos dias de hoje.
É uma espécie invasora que tem causado a disrupção de ecossistemas, potenciado a extinção de espécies nativas, seja por predação direta ou transmissão de doenças. No campo, durante o período noturno, é comum vê-los a predar anfíbios. Como se reproduzem muito rapidamente, essa predação leva ao declínio rápido das espécies nativas presentes nos habitats aquáticos.
Por outo lado, tornou-se na fonte de alimento para vários predadores nativos de mamíferos e aves, nomeadamente as lontras e as cegonhas-brancas. E, portanto, em termos de conservação, torna-se um dilema, já que as presas nativas destes predadores já se extinguiram, e a remoção do lagostim poderia levar ao declínio dos predadores nativos.

FONTE
https://www.cabi.org/isc/datasheet/67878#E3FB4D39-40EC-4A50-9A2C-84510C4BB97B

Lagostim vermelho da Luisiana – Procambarus clarkii

Calor está a transformar o invasor exótico lagostim-vermelho

Texto: Iolanda Rocha
Foto: Iolanda Rocha

Workshop de identificação de cogumelos

O Outono não é só dias húmidos, de chuva e de menos sol. É a época em que as florestas se enchem de cogumelos silvestres. Como nós não gostamos de arriscar e petiscar, não vamos por atalhos. No domingo, o NME organizou um workshop de identificação de cogumelos com o formador e micólogo Marco Ferraz.

A melhor forma de aprender a identificar os comestíveis e os que são mais saborosos, é ir para o terreno com um especialista. Aprendemos sobre a função dos cogumelos no ecossistema, sobre ética da apanha do cogumelo e a identificar várias espécies. Apanhar cogumelos de forma responsável quer dizer: não apanhar em demasia, usar um cesto para permitir que os esporos se disseminem, e ter cuidado olhando por onde pomos os pés e não revolvendo o solo.

Apesar da chuva constante na zona de Moldes na Serra da Freita, o grupo manteve-se persistente e achamos que se angariou mais uns aficionados dos fungos. Houve até oportunidade para degustação da recolha feita. Os cogumelos salteados em lume de lenha ficaram de comer e chorar por mais.

O Marco Ferraz é um guia de natureza entusiasta e excelente comunicador. Obrigada pela partilha e até breve.

Palavras de ordem: “Em caso de dúvida, não arrisque!”

Texto & fotos: Eva Antunes

Salamandra salamandra

NOMES VULGARES (POPULARES)
Salamandra-de-pintas-amarelas, salamandra, saramela, saramaganta

MORFOLOGIA
Salamandra de tamanho médio com um cumprimento, por norma, entre 14 e 17 cm. Tem uma cabeça grande, aplanada e de contorno arredondado, e uns olhos relativamente proeminentes localizados na posição lateral. O corpo é robusto, com sulcos nos flancos e uma fileira de poros glandulares em cada lado da linha média vertebral. A cauda é de secção transversal redonda e ovalada. Os membros são também robustos, com quatro dedos nas patas anteriores e cinco nas posteriores. A pele é lisa e brilhante, sendo que a coloração dorsal é negra com manchas amarelas em número variável, o que dá origem ao nome vulgarmente utilizado para esta espécie, salamandra-de-pintas-amarelas. Em alguns casos, esta coloração amarela pode, no entanto, dominar sobre o negro. Na região dorsal da cabeça e corpo podem também existir pontuações vermelhas.
O dimorfismo sexual nesta espécie é pouco marcado. Apenas durante o período de reprodução, os machos apresentam a cloaca mais volumosa e o corpo mais delgado do que as fêmeas. Já as fêmeas podem atingir maiores dimensões e, quando grávidas, apresentam a região posterior do corpo muito volumosa.

ESPÉCIES SIMILARES
Distingue-se facilmente das restantes salamandras pela sua coloração preta com vivas manchas amarelas.

COMPORTAMENTO
Os adultos apresentam hábitos noturnos, sedentários e totalmente terrestres, procurando meios aquáticos apenas para se reproduzir. A sua atividade anual está concentrada nos períodos mais húmidos, normalmente entre setembro e maio, que corresponde também à época de reprodução. Esta espécie de salamandras apresenta uma locomoção lenta.
O principal mecanismo de defesa consiste nas secreções tóxicas das suas glândulas cutâneas, nomeadamente das suas grandes glândulas parótidas. A elevada toxicidade desta salamandra é “sinalizada” aos predadores pela sua coloração, com manchas amarelo vivo sobre fundo preto. Por vezes, podem adotar uma posição de defesa que consiste em baixar a cabeça e arquear o corpo, tornando evidentes as suas glândulas parótidas e coloração. Devido a este mecanismo de defesa, não devemos manusear salamandras ou, se o fizermos, deveremos lavar as mãos após o manuseamento, já que poderemos fazer uma reação se em contacto, por exemplo, com os nossos olhos.

ALIMENTAÇÃO
As salamandras adultas alimentam-se de invertebrados terrestres, nomeadamente, escaravelhos, formigas, caracóis, lesmas, minhocas, centopeias e aranhas.

HABITAT
É comum ver-se salamandras onde há muitas árvores, visto que a salamandra gosta de usar pedras, folhas caídas, troncos de árvores apodrecidas cobertos de musgo, para se esconder. Em noites de chuva, é muito provável ver-se as salamandras adultas a atravessar lentamente o campo, os caminhos ou as estradas durante a migração para os locais de postura de larvas. Normalmente, os animais têm tendência a permanecer no mesmo local por vários anos.

DISTRIBUIÇÃO
A salamandra tem uma distribuição muito generalizada pela Península Ibérica e pela Europa, onde ocorrem várias subespécies.
No caso da Salamandra salamandra crespoi está precisamente restrita ao Sudoeste de Portugal, desde Alcoutim, pelas serranias algarvias, norteando pelo sector do Alentejo Litoral até ao estuário do Sado, havendo para além disso um pequeno núcleo na serra da Arrábida/Sesimbra.

Distribuição da Salamandra salamandra em Portugal

CONSERVAÇÃO
As populações mais vulneráveis parecem ser as do Sul do país, onde a espécie é menos abundante e está mais sujeita a dois fatores de ameaça principais: a destruição do seu habitat, que poderá eventualmente ter causado a sua aparente extinção nas planícies agrícolas do Baixo Alentejo, e a introdução de predadores em meio aquático, onde habitualmente se reproduzem.

MITOS ASSOCIADOS
Pode-se considerar a salamandra-de-pintas-amarelas como sendo um animal comum, no entanto continua a ser ocasionalmente morto por ser considerado um animal “peçonhento”/”venenoso”, devido a superstições tais como dar azar a quem se cruza no seu caminho.
As superstições e mitos associados a este animal são de facto já antigas. No século I D.C., o historiador Romano Plínio escreveu que a salamandra é tão fria que extingue o fogo quando entra em contacto com este, expelindo também um líquido da boca que, tocando na pele humana, causa a queda de pelos. A explicação de tal muto pode advir de alguém ter visto uma salamandra a surgir de um tronco durante um fogo florestal ou a escapar das chamas de uma lareira acesa, já que como foi dito, estes animais ocasionalmente se abrigam em troncos húmidos.
Outro mito, escrito no livro “Enciclopédia de Superstições, Folclore e Ciências Ocultas”, diz que se alguém tiver a coragem de lamber três vezes o ventre de uma salamandra, da cabeça à cauda, tornar-se-á resistente ao fogo e pode curar queimaduras em outras pessoas. Seria muito bem que assim fosse, no entanto, relembramos que a secreção cutânea produzida por estes animais é irritante para os olhos e quando ingerida, pode provocar má disposição e alucinações. De qualquer forma, a coloração invulgar deste animal com manchas amarelas, que também poderá ter contribuído para as superstições, serve de aviso de que não é boa ideia ingeri-la.

Fontes:
LifeCharcos (https://lifecharcos.lpn.pt/vertebrados.php?id=40)
Loureiro, A. Ferrand de Almeida,N. Carretero, M.A. e Paulo, O.S. (eds.) (2008) Atlas dos Anfíbios e Répteis de Portugal. 1ª edição, Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Lisboa, 257 pp.
Revista Visão (http://visao.sapo.pt/ambiente/opiniaoverde/brunopinto/a-salamandra-de-pintas-amarelas=f651247)

Texto: Iolanda Rocha
Fotografia: Fernando Santos

Amanita Muscaria

NOMES VULGARES (POPULARES)
Amanita-mata-moscas.

MORFOLOGIA
Chapéu – jovem: Hemisférico; adulto: Convexo e por fim aplanado, com a margem mais ou menos estriada nos exemplares adultos.
Dimensão – Até 20 cm Ø.
Cutícula – Viscosa em tempo húmido, separável, coberta por flocos verrucosos brancos, regulares e dispostos concentricamente.
Cor – Vermelho escarlate, que pode esvanecer para alaranjado ou amarelo-alaranjado, salpicado de branco pelas verrugas, vestígio do véu universal, que são lábeis e desaparecem facilmente por lavagem ou com a idade.
Lâminas – Brancas, livres, apertadas, desiguais.
Pé – 810-25 x 2-3 cm; cilindráceo, bolboso, com a superfície flocosa a princípio, no final lisa, oco com a idade.
Anel – Amplo, membranoso, persistente, branco, com bordo flocoso por vezes amarelo.
Volva – Branca, friável, dissociada em verrugas flocosas dispostas mais ou menos regularmente sobre o bolbo

CARNE
Branca, densa, colorida de amarelo-laranja por baixo da cutícula do chapéu.
Odor – Não apreciável.
Sabor – Agradável herbáceo ou a avelã.

ESPORADA (COR)
Branca.

ECOLOGIA
Frequente em terrenos ácidos com preferência por cobertos de bétulas ou de coníferas, geralmente em grupos numerosos, e também em florestas mistas mas em menor abundância. Micorrízico. Final de verão, outono e primavera.

COMESTIBILIDADE
TÓXICO. Provoca intoxicação neurológica, com efeitos psicotrópicos, caracterizada por síndrome micoatropínica (período de incubação curto).

FONTE: Guia do colector de cogumelos

Contactos

Instagram: @nme_nucleomontanhaespinho

Facebook: www.facebook.com/nmespinho/

E-mails

Presidente da Direcção: eva.antunes@montanha.org

Secretaria: secretaria@montanha.org

Tesouraria: tesouraria@montanha.org

Morada

Nave Polivalente de Espinho

Rua da Nave, Lugar de Sales, Silvalde, 4500-474 Espinho

Envio de correspondência

NÚCLEO DE MONTANHA DE ESPINHO

Apartado 179

Loja CTT Espinho

4500-217 Espinho

Contacto telefónico: 914055554

Pagamentos para: PT50 0018 2115 03502895020 50

Trilhos dos Pernetas

Treino duro, prova fácil

O Sr. Director a dar à perna para chegar a casa a horas de fazer o almoço.

Uma vez mais, uma pequena demonstração da nova disciplina de trail sincronizado

Carla Monteiro a superar com sucesso a travessia do rio Douro.

Raúl Silva (a não conseguir igualar a Carla Monteiro na travessia).

As inscritas na Corrida que foram passear.

Fatal como o destino.

Afinal ganhamos o quê?

Esta prova já merece pontuar no tripadvisor

Via Sacra

A ideia era fazer uma actividade de montanhismo clássica, ao som do chilrear da passarada e apreciando a flora local. Bastaria o mapa e uma ideia do percurso a seguir para nos concedermos o privilégio de andar perdidos por entre maciços graníticos e ribeiros de águas cristalinas. Os 18 graus que se faziam sentir logo pelas 9 da manhã anteviam o já habitual escaldão, seguindo-se o também já habitual sermão “Não tens protector solar?“.

A última vez que andei por estas bandas foi numa travessia realizada em 2005 na companhia do João Gil, do Ricardo Carmo e do Topas. O facto de já terem passado 14 anos desde esta incursão trouxeram-me saudades e fizeram-me sentir em dívida com este local, merecedor de visitas mais assíduas. Grande parte da minha paixão pelos espaços naturais teve aqui a sua origem e é um património que espero possa ser passado para as gerações vindouras, pelo menos, nas mesmas condições em que o conheci.

Eu + Topas + Ricardo Carmo + João Gil algures acima das nuvens (2005)

Algures no monte

Para esta actividade lá consegui convencer o Fofoni e o Fernando Santos a deixarem a Serra de Valongo para outras calendas, argumentando que sempre poderíamos fazer algumas partes do percurso em ritmo de corrida. Sendo eu o elo mais fraco desta tríade antevia-se empeno pela certa.

3 moços (foto: Fernando Santos)

Os trilhos estavam razoáveis, notando-se alguma proliferação excessiva de mariolas, em alguns troços, e a ausência das mesmas, noutros, que tornam confusa a orientação.

Heidi (foto: Fofoni)

Uma casa na pradaria (foto: Fernando Santos)

No percurso ainda foi possível o avistamento de um conjunto de cabras selvagens que, indiferentes à nossa passagem, seguiram a sua subida da encosta.

Uau! (Foto: Fernando Santos)

Little Ordesa (foto: Fernando Santos) 

O Gerês marca-nos. Sobretudo a urze e o tojo ao nível das pernas. Nada que nos incomode, ou não fizéssemos parte integrante do núcleo das montanhas de espinhos.

Este percurso acabou por ser para mim uma autêntica Via Sacra. Para além dos espinhos cravados nas pernas, houve ainda direito a apedrejamento na descida dos Carris. Os pés de bailarina há muito que não eram triturados em pancadas sucessivas de quartzo, feldspato e mica. O Fofoni, tornado Rabino ao longo do percurso pela radiação solar, forçou o ritmo até à Portela de Leonte. Durante este calvário várias vezes dirigi a palavra aos céus, na esperança que um kick final de energia me invadisse e conseguisse novamente voltar a correr.

Forcinha nas pernas, porque me abandonaste?“, gemia eu, olhando para a estrada que não parava de subir. Ao chegar ao estacionamento, morri.

João Graça

PS: Conforme as escrituras ressuscitei ao terceira dia. Ainda meio empenado mas já pronto para mais uma volta.

Trail das bifanas 2019

Uma vez mais estivemos presentes na edição do Trail das Bifanas, desta feita na versão sunset without sun. O nível competitivo deste evento melhora de ano para ano, sendo de destacar o primeiro lugar da geral obtido pelas bifanas, logo seguidas a escassos segundos de um par de minis. O bolo de cenoura manteve a regularidade de resultados, acompanhado de perto pelo recém chegado pudim. Já a equipa formada pelas padas e batatas fritas arrecadou o prémio de maior número de participantes, contando contudo com algumas desistências.

PS: Os pastéis de chaves foram desclassificados pois foram sujeitos ao controlo anti-dopagem pelo Nuno Raposo antes do início da prova, tendo acusado positivo.

Plano de actividades 2019

O Plano de Actividades do Núcleo de Montanha de Espinho para o ano de 2019 dá continuidade às actividades regulares actualmente em curso e calendariza as actividades pontuais que se pretende levar a efeito. É certo que a realização da grande maioria das actividades depende das condições meteorológicas verificadas sendo que, caso não seja possível a sua realização na data planeada, proceder-se-á à sua remarcação.

As actividades encontram-se divididas pelas seguintes secções: Escalada, Trail Running e Montanhismo.

As actividades que têm como propósito a formação, ou rendimento desportivo, no domínio da escalada fazem parte do projecto E3 – Escola de Escalada de Espinho [E3].

As actividades que têm por objectivo a promoção dos desportos de montanha junto dos mais jovens integram o projecto Going.Up? [GOING.UP?].

No presente plano apenas é feita a referência a actividades cuja organização é da responsabilidade do Núcleo de Montanha de Espinho. A participação de atletas do clube em competições (escalada desportiva, escalada de bloco, trail running,…) encontram-se, como tal, fora do âmbito deste Plano.

CONDIÇÕES DE ACESSO ÀS ACTIVIDADES

 Atendendo à necessidade  de regulamentar as condições de acesso às actividades organizadas pelo Núcleo de Montanha de Espinho foi criada uma classificação das actividade, por níveis, de forma a garantir, acima de tudo, que a participação nas actividades organizadas pelo Núcleo de Montanha de Espinho se proceda em condições de segurança, promovendo a tomada de consciência dos associados para a necessidade de formação específica para a prática de desportos de montanha e escalada, bem como fomentar a aquisição de seguros desportivos para todos aqueles que, com alguma regularidade, participam nas actividades.

As condições de acesso às actividades variam em função do objectivo da actividade, do risco associado à prática desportiva e do perfil dos potenciais participantes. Cabe ao responsável pela organização da actividade a verificação do cumprimento das condições de acesso de cada um dos participantes.

Relembra-se a possibilidade de, com antecedência devida, por ser adquirido através da FPME um Seguro Desportivo diário, com cobertura da quase totalidade das actividades praticadas.

NÍVEL I – Actividade de acesso exclusivo a associados NME, com situação perante o clube devidamente regularizada, sendo obrigatória a posse de Seguro Desportivo com cobertura para prática da actividade;

NÍVEL II – Actividade de acesso exclusivo a associados NME, com situação perante o clube devidamente regularizada, sendo aconselhada a posse de Seguro Desportivo com cobertura para prática da actividade;

NÍVEL III – Actividade dedicada a associados NME, com situação perante o clube devidamente regularizada, podendo cada sócio convidar um outro participante (não sócio), sendo aconselhada a posse de Seguro Desportivo com cobertura para a prática da actividade. Poderá ser necessária a assinatura de Termo de Responsabilidade por parte dos participantes que não detenham Seguro Desportivo;

 NÍVEL IV – Actividade aberta ao público, com eventual necessidade de inscrição prévia;

PLANO DE ACTIVIDADES

ACTIVIDADES REGULARES

SECÇÃO DE ESCALADA

  • Treinos de escalada desportiva e escalada de bloco [NÍVEL I]

Local: Rocódromos da Nave Polivalente de Espinho

Horário de acesso ao Rocódromo interior:

Segundas e Quartas-feiras das 18h30 às 22h00;*

Terças e Quintas-feiras das 09h00 às 13h00 e das 17h30 às 23h00;*

Sábados das 09h00 às 13h00;*

*Excepto durante o mês de Agosto e durante períodos de encerramento da Nave Polivalente de Espinho

Horário de acesso ao Rocódromo exterior:

Aberto todo o ano;

  • Aulas de escalada desportiva [NÍVEL I] [E3]

Local: Rocódromos da Nave Polivalente de Espinho

Horário:

Segundas e Quartas-feiras das 18h30 às 20h00 (sub 18) e das 20h30 às 22h00 (adultos);*

*Excepto durante o mês de Agosto e durante períodos de encerramento da Nave Polivalente de Espinho

SECÇÃO DE TRAIL RUNNING

  • Treinos de trail running [NÍVEL III]

Local: Partida e chegada na Nave Polivalente de Espinho

Horário:

Quintas-feiras, das 22h30 às 24h00**

**Poderá haver alterações pontuais, agendadas no treino anterior;

ACTIVIDADES PONTUAIS

SECÇÃO DE ESCALADA

  • 20 de Janeiro – Serra de Sicó – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 23 de Fevereiro – Serra da Freita (Cabaços) – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 23 de Março – Serra de Valongo (Sra. do Salto) – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 14 de Abril – Serra de Valongo – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 25 de Maio – Serra d´Arga – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 1, 2 e 9 de Junho – Serra de Sicó / Serra de Valongo – Curso de iniciação à escalada [NÍVEL IV] [E3]
  • 08 a 10 de Junho – Serra da Arada – Trail Running + Climbing Camp [NÍVEL III] [GOING.UP?]
  • 13 de Julho – Serra de Valongo – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 21 de Setembro – Serra de Valongo – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 12 de Outubro – Serra da Freita – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 09 de Novembro – Serra de Valongo – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]
  • 07 de Dezembro – Serra de Sicó – Workshop de escalada em rocha [NÍVEL IV] [E3]

SECÇÃO DE TRAIL RUNNING

  • 12 de Janeiro – Serra da Freita [NÍVEL III]
  • 02 de Fevereiro – Serra da Freita [NÍVEL III]
  • 16 de Março – Serra da Freita [NÍVEL III]
  • 23 de Março – Serra de Valongo [NÍVEL III]
  • 11 de Abril – Serra do Marão [NÍVEL III]
  • 18 de Abril – Serra de Valongo – Valongo By Night [NÍVEL III]
  • 08 a 10 de Junho – Serra da Arada – Trail Running + Climbing Camp [NÍVEL III] [GOING.UP?]
  • 06 de Julho – Serra de Valongo [NÍVEL III]
  • 17 de Agosto – Serra de Arada [NÍVEL III]
  • 14 de Setembro – Serra de Valongo (Santa Iria) [NÍVEL III]
  • 12 de Outubro – Serra da Freita [NÍVEL III]
  • 09 de Novembro – Serra de Valongo (Santa Justa) [NÍVEL III]
  • 26 de Dezembro – Serra da Freita – PR7 by Night [NÍVEL III]

SECÇÃO DE MONTANHISMO

  • 20 de Abril – Serra do Gerês – Pedestrianismo [NÍVEL III]
  • 25 de Abril – Serra da Lousã – Pedestrianismo [NÍVEL III] [GOING.UP?]
  • 04 e 05 de Maio – Serra da Arada – Fastpacking [NÍVEL II]
  • 24 e 25 de Maio – Serra do Gerês – Fastpacking [NÍVEL II]
  • 08 a 10 de Junho – Serra da Arada – Pedestrianismo [NÍVEL III] [GOING.UP?]
  • 13 e 14 de Julho – Serra da Estrela – Montanhismo [NÍVEL III] [GOING.UP?]
  • 29 e 30 de Julho – Picos de Europa – Fastpacking [NÍVEL II]
  • 06 de Outubro – Serra da Freita – Pedestrianismo [NÍVEL III] [GOING.UP?]
  • 1 a 3 de Novembro – Serra do Gerês – Montanhismo [NÍVEL III] [GOING.UP?]
  • 07 de Dezembro – Serra de Valongo – Pedestrianismo [NÍVEL III] [GOING.UP?]

OUTRAS ACTIVIDADES

  • 17 de Junho – Nave Polivalente de Espinho – Sessão Técnica “Canyoning” [NÍVEL II];
  • 20 de Junho – Canyoning – Serra do Gerês – Ribeiro da Carcerelha [NÍVEL I];
  • 24 e 25 de Agosto – Serra da Arada – Acampamento de Aniversário – Bioparque [NÍVEL III] [GOING.UP?]
  • 14 de Setembro – Dia D – Nave Polivalente [NÍVEL IV]
  • 11 de Dezembro – Comemoração do Dia Internacional da Montanha [NÍVEL IV];
  • 14 de Dezembro – Jantar de Natal [NÍVEL IV]

Subscreve o calendário Google das Actividades do clube!

Actividades gerais

Actividades da Secção de Escalada

Actividades da Secção de Montanhismo

Actividades da Secção de Trail Running

TraiL running, race walking

Ninguém pode dizer que não sabia ao que ía. O Pisão Extreme Race prometia dureza e tal foi cumprido. Os Deuses da montanha já sabiam que mesmo com condições meteorológicas fantásticas ía haver sangue e talvez por isso tenham resolvido poupar os que se atreveram nesta loucura. Parabéns ao Fernando Santos e ao Fofoni pela superação! Parabéns também ao Geraldo Santos pelo regresso ao monte.

Seguro Desportivo CAF 2018/2019

O Seguro Desportivo CAF é válido de Outubro de 2018 a Setembro de 2019.

Este seguro integra Responsabilidade Civil e Acidentes Pessoais.

Na primeira vez que é activado o seguro CAF é necessário enviar para o clube um atestado de robustez física, válido para as posteriores renovações.

Deverá ser enviado o nome e contacto telefónico de pessoa a contactar em caso de emergência.

Os valores apresentados incluem a emissão da Licença Federativa FPME.

Mais informação  aqui.

Pagamentos de jóia, quota ou seguro

Os pagamentos ao clube deverão, preferencialmente, ser realizados por transferência bancária para a conta NME no Banco Santander:

PT50 0018 2115 03502895020 50

Após realizada a transferência deverás enviar o comprovativo para secretaria@montanha.org

Porém, a partir de agora poderás também efectuar pagamentos directamente a João Graça (presidente da Direcção) ou Geraldo Santos (tesoureiro). Após a recepção dos pagamentos receberás um e-mail a confirmar o recebimento dos mesmos.

We will be back!

6 de Outubro de 2011.  Estamos no top da via “Oeste” (300m, V) da Aguja Negra, nos Galayos, Serra de Gredos. Os antebraços acusam o tamanho da via e a névoa que se vai instalando à nossa volta lembra-nos a urgência em baixar para o refúgio.

Grande no Topo da Aguja Negra

Porém, momentaneamente, a névoa dissipa-se e permite-nos olhar em redor. A vista do Tórreon desde a Aguja Negra mostra-nos todo o seu esplendor e justifica a fama que esta agulha carrega. Uma seta de granito apontada aos céus. Uau!

“Temos de cá voltar!”

Vista do Tórreon desde a Aguja Negra

21 de Setembro de 2018. 18h30

Hora combinada para a saída de Espinho. A Eva e o Zé estão em pulgas. Apanhamos o Marco em casa e siga em direcção a Nogal del Barranco. O plano é simples: bivacar no parque de estacionamento, fazer a aproximação ao Tórreon passando pelo refúgio Victory, ascender o Tórreon pela via Direta Sur Clássica (140m, V/V+) e baixar novamente até Nogal del Barranco para pernoitar. Deste modo teríamos apenas de carregar o material necessário para a escalada sem necessidade de pernoitar na base da parede.

Chegamos a Nogal del Barranco e o parque de estacionamento está… cheio! Parece que não fomos os únicos a aproveitar o fim de semana solarengo para vir Galayar…

22 de Setembro de 2018

Let´s rock & roll!

Acordamos ainda o sol vinha a caminho. A temperatura estava óptima e a vontade de pôr as mãos na rocha era muita. Separado o material para as duas cordadas começamos a aproximação que, para quem tem de se preparar para as provas de trail que se avizinham, vinha mesmo a calhar.

Refúgio Victory

A temperatura elevada começava a fazer as primeiras vítimas. Neste mesmo dia estava a decorrer o Ultra Trail de Gredos com passagem pelos Galayos (o refúgio situava-se ao km 63 da prova de 80 km). Os primeiros atletas apareciam a pedir água ainda estando longe do refúgio. Mal sabiam eles que o único ponto de abastecimento de água era a fonte situada no trilho para Nogal del Barranco e que esta apenas deixava cair um fiozinho de água…

“Upa, upa!”

Avançamos em direcção ao Tórreon e, para acelerar a ascensão, decidimos que apenas formaríamos uma cordada. Eu seria o varredor de serviço (na última vinda aos Galayos tivemos de abandonar um entalador na via e uma cordada que estava agora a escalar na face norte do Tórreon tinha acabado de deixar um friend lá entalado…)

À sombra dos gigantes

Conseguimos dar relativamente bem com o início da via. Um pitão numa placa vertical denunciou a localização. A Eva ameaçou que se não a deixassem abrir este largo atirava-se dali abaixo. Lá teve de ser…

Eva no primeiro largo da via

Chegamos à primeira reunião desde a qual já se tinha uma vista bastante aérea da Aguja Negra. O Zé abriu o segundo largo mas teve de tirar senha para montar a reunião. O sono começou a atacar…

Vista do patamar da primeira reunião

 

Vista da Aguja Negra com escaladores no cume

O patamar da segunda reunião já era bastante cómodo e sombreado. Daqui já era possível ver o diedro do terceiro largo.

Zé a abrir o terceiro largo

 

Eva a arrancar para o terceiro largo

 

Eva e Marco no terceiro largo da via

O quarto largo é uma pequena travessia no topo do Tórreon cujas descrições de várias ascensões apresentam como sendo algo de muito exposto e aéreo. De duas, uma: ou o chamamento para uma cerveja no refúgio nos toldou os sentidos ou as descrições são um tanto um quanto exageradas.

Eu, num dos largos da via

A verdade é que acabamos os quatro encavalitados no topo do Tórreon. Uns, a comer sandes de panado, outros, em sessões fotográficas.

A foto de cume

 

Nada como uma sande de panado no topo do Tórreon

A selfie obrigatória

O sol já se tinha posto e o vento começava a soprar (o que para alguém que está montado num bloco de granito em calções e t-shirt não é assim tão agradável). A partir dali foi baixar até ao refúgio onde, já no escuro da noite, a ambicionada cerveja nos aguardava.

Going down?

Restava agora descer os 5 km com 900m de desnível até ao estacionamento. Prueba superada!

Rising of the moon @ Galayos

 

Croqui da via

Para mais informações sobre os Galayos consultem isto.

SEGUROS DESPORTIVOS

A partir do dia 01 de Janeiro de 2019 o Núcleo de Montanha de Espinho apenas considerará como sendo válidos os seguros desportivos que cumpram os requisitos impostos legalmente, nomeadamente no que concerne aos valores de capitais mínimos.

Deste modo, o acesso aos rocódromos será limitado a sócios que evidenciem a posse de seguro desportivo válido.

O seguro desportivo E3 (20,00€, anual), destinado exclusivamente aos alunos da Escola de Escalada de Espinho, cumpre os requisitos impostos legalmente. Este seguro apenas é válido para a prática de escalada durante o horário das aulas.

SEGUROS DESPORTIVOS

FPME 

Válido 01.01.2019 a 31.12.2019

Licença Federativa (16,00€) + Seguro Nível 3 (51,00€) = 67,00€

CAF

Válido de Outubro 2018 a Setembro 2019

Licença Federativa + Seguro (nascidos antes de 01/01/95):  89,90€

Licença Federativa + Seguro (nascidos entre 01/01/95 e 01/01/2001): 64,10€

Licença Federativa + Seguro (nascidos depois de 31/12/2000): 57,30€

Categoria/Nível

Condições a 01/01/2019

PREÇOS

T1 Idade superior ou igual a 25 anos

(nascidos antes de 01/01/1995)

89,90€
J1 De 18 a 24 anos

Nascidos entre 01/01/95 e antes 01/01/2001

64,10€
J2 Menos de 18 anos

Nascidos depois de 31/12/2000

57,30€
C1 Esposa/esposo de um membro CAF 64,90€
E1 Filhos de um membro com idade compreendida entre 18 e 24 anos (nascidos entre 01/01/95 e 31/12/2000) 52,70€
E2 Filho de um membro com menos de 18 anos (nascido despois de 31/12/2000) 46€
A1 Mais de 65 anos

Nascidos antes de 01-01-54 e com cartão CAF antes de 01-09-2009

80,50€
S1 Guias de Montanha 82€

Melgaço Alvarinho Trail

Tinha tudo para ser um Trail inesquecivel…e foi.
A organização acenava com argumentos de peso.
Venham fazer um trail, subir a 1242m de altitude (Cabeça do Pito) bebam do nosso afamado Alvarinho e até oferecemos águas com gás.
Posto isto, a Carla e a Alice resolveram vir também.
Não as censuro, apesar de na minha cabeça e na do Fernando só estar 2576mD+, concordo que o cartaz é muito duvidoso.
As dificuldades começaram na véspera, por razões várias, ninguém dormiu nada de jeito, o cansaço era tal que a dada altura da viagem o Fernando tomou como direção Caminha quando devia ter seguido Valença.
Já em Melgaço depois de quase 2h de viagem o levantamento dos dorsais foi coisa de meninos e a organização presenteou-nos com o café da manhã, café e queque, maravilha.
Na barraquinha do pequeno almoço um espanhol recusa o bolo e quer só tomar o café.
“Coma que vai precisar, se não quiser comer agora leve consigo, olhe que ainda se vai arrepender, vai precisar de toda a energia.” dizia a senhora.
“Desnível positivo, meninas, desnível positivo, a gente veio cá pela dureza da prova, estão a ver, vai ser malhar monte o dia todo”, pensava eu, mas calado claro, nunca se perturba mulheres no seu estado mais puro de compenetração mental pré-trail.
Eu não sei se foram os 1242m ou se o vinho, o certo é que os paparazzi estavam lá todos, eram 10 os fotógrafos credenciados para o evento.
Fico sempre desconfiado quando começam a disparar a torto e a direito antes das provas, penso sempre que é para fazer uma comparação do antes e do durante, é que do depois nem sempre dá para comparar.
A ULTRA era fácil de ler, 6km de trail, um estaladão de 8km, 8km a descer, um montinho para ultrapassar, uma marretada de 900mD+ e finalizava com 14km a descer até à meta.
Meus amigos, quem quisesse ver a Cabeça do dito tinha que levar com a prima do Estanquinhos, a nossa sorte é que estava nevoeiro cerrado e não deu para desmoralizar.
O trail curto era basicamente levar com um estaladão bem assente no focinho e ir direitinhas para casa, quer dizer, meta.
A organização demonstrou desde cedo que não estava para brincadeiras, percurso muito bem marcado, staff numeroso, sempre simpáticos e bons abastecimentos.
O percurso era muito variado, fizeram um traçado de prova espectacular, com o nevoeiro perdeu-se muito da prova, mas se estava céu limpo e calor, ai, ai meus meninos, íamos cair como tordos.
A Carla e a Alice foram bravas, levaram o estaladão e concluíram a prova muito antes de dezenas de outros que ali tombaram ou que até perderam o norte, tal a violência do embate.
O Fernando esqueceu-se que tínhamos ido todos no mesmo carro e quis despachar a coisa, eu demorei mais duas horas do que ele porque ao quilometro 44 serviam presunto e Alvarinho e como estava com sede em vez de descer o que faltava em direção à meta comecei outra vez a subir o monte, nem achei estranho ter passado por tantos atletas que vinham a descer. Na minha cabeça só podia ser uma de duas coisas, ou não comeram o queque, ficaram sem forças e desistiram ou então viram a Cabeça do Pito e assustaram-se.
Texto: Mika Magalhães