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Início da Época de Bloco

Pois é está a chegar o tempo de apertar uns blocos e o NME tem andado pela serra à procuras deles!

Estes tendem a ser dificeis de encontrar, muitas vezes vemo-los no horizonte e quando nos aproximamos não passam de uma miragem.

Nesta busca pelo bloco “perfeito”, ou melhor, nesta busca de fuga da cidade e companhia de amigos na serra, lá encontramos algumas linhas para nos divertirmos na nossa Serra de eleição, a Serra da Freita.

Segue uma lista dos blocos abertos na Freita, por membros do NME e demais amigos:

“Batata Quente” – 6b – Silvio Morgado – Zé – Baptista
“7 Minutos” – 6a – Silvio Morgado – Devessas – Baptista
“Esquadrão Classe A” – 7a – Silvio Morgado – Devessas – Baptista
“Quadrado” – 6a – Baptista
“A.I.A.” – 6a – Baptista
“30º à Sombra” – 6a – Baptista
“Brisa de Verão” – 6b – Baptista
“Passeio de Verão” – 6b+ – Baptista
“Último Pegue” – 6c – Baptista (com 2 membros do CEM: Sérgio e Topas)
“Bacilo” – 7a – Baptista (com Sérgio do CEM)
“Leaf” – 6b – Baptista (com Filipe Sequeira)
“Leaf Reloaded” – 6b+ – Baptista (com Filipe Sequeira)

Projectos:

“3 Bois” – Baptista (com Filipe Sequeira)
“Batata Doce” – Baptista – Silvio – Zé
“Nevoeiro a 13º” – Baptista
“Cresce e Aparece” – Baptista

Algumas fotos para aliciar mais malta a se juntar nestes passeios!!

“Último Pegue” – foto por Sérgio Martins
Ultimo Pegue

“Bacilo” – foto por Sérgio Martins
Bacilo

“Esquadrão Classe A” – Foto por Silvio Morgado
Esquadrão Classe A

Reunião de Direcção

No próximo dia 19 de Fevereiro, pelas 22h30, será realizada uma reunião de Direcção com vista à preparação da Assembleia Geral a realizar no dia 01 de Março. Esta reunião será aberta a todos aqueles que pretendam apresentar sugestões relativamente ao funcionamento do clube e respectivas secções. Aparece!

Bloco na Serra da Freita

Dia 3 Fevereiro, pelas 08h30 já subiamos a Serra, marcava no carro 3 graus, irra que frio!

Mas lá subimos para apertar o granito gelado, mas ao Sol!

Repetiu-se a via “Cabana d’Ossos” e a “Ancadouro”. Tentou-se a “Solaris”. Isto no sector Delta Solaris. Ainda neste sector abrimos a via “Batata Quente” (FA por Silvio Morgado) e ficou um projeto.

Seguimos para o Delta Idóia, isto depois de dar 2 de letra com o Topas, a Olga e o Filipe, que entretanto pelo Delta Solaris apareceram. No Delta Idóia tentou-se a “Toca da Raposa” e escalou-se a “Freita-Tech”.

Ficam algumas fotos:

batata quente + projectoFreita Techancadouromerujalmar de nuvens

trabalhos…

Continuamos a renovar o NME com alguns pormenores…

Placas identificativas:

 Centro de informação!!!:

“Renovar” as paredes, alterando a disposição das presas e ao mesmo tempo criando novas e interessantes vias:

Etapa 1: a pequena parede cinzenta. Já renovada com uma via de inicio e fim interessante.

Etapa 2: a 1ª parede do NME, a de madeira na foto abaixo. Mais de metade das presas já retiradas da parede. Cerca de 7 vias novas e muitas presas para voltar a recolocar!

 Etapa 3: o grande tecto castanho (foto mais acima). Presas já retiradas.

Haja motivação para continuarmos a fazer do NME um excelente clube para a prática da escalada de bloco e desportiva.

Bem hajam!

NME na estrada a 13 de Maio

13 Maio, 7 pessoas e uma cadela fazem-se à estrada… não a pé, não para Fátima, mas para as Buracas do Casmilo.

Stª Maria da Feira, 09h00 seria a hora de saída, seria pois a malta adormeceu influenciada pelas minis da noite anterior e saímos pelas 10h00. 1h depois já o Silvio se agarrava à parede tentando compensar o tempo perdido.

O tempo aguentou-se quase perfeito, não fazendo muito calor mas dando ainda para escaldar as costas. Lá fomos escalando, passeando, conversando, brincando e acabamos como na noite anterior: a beber umas minis bem geladas antes da partida para casa.

Silvio Morgado - Foto: Vitor Baptista
Fernando – a faltar apenas um bocadinho para encadear a “Equinócio” 7b
Todos juntos após almoço. Foto: Silvio Morgado

 

Running through ancient paths…

Passavam poucos minutos das nove quando os Atletas Laranja se juntaram para mais uma aventura por caminhos incertos, desta vez em Condeixa-a-Nova, terra natal do escritor Fernando Namora.


Após a foto da praxe, que teve um brilho especial pela presença do “trailer” Carlos Sá (não foi montagem, não!), corremos até à praça, onde se reencontraram os habituais adeptos destas andanças. Entre sorrisos, apertos de mão, saudações desportivas e ao som ritmado de música intemporal, lá fomos aquecendo os músculos, preparando os relógios e dando os últimos retoques ao equipamento.
Os “trailers” mais audazes partiram para a aventura enquanto os “mini” aguardavam pela vez, entre comentários desencorajadores e outros optimistas, do tipo: “Nem sei se vou conseguir chegar ao fim…”; “No ano passado, demorei quase 45 minutos a fazer os últimos 5 kms!”; “Esta tem muitos estradões, por isso vais fazer melhor tempo do que eu.”.
A mini-aventura começou a ritmo rápido até que uma escadaria nos roubou a ambiência urbana e nos proporcionou uma viagem curta no tempo, em que cada passada, nas famosas ruínas de Conímbriga, nos transportava para um passado romano tão remoto e subitamente tão real. Logo regressamos ao presente quando entramos na paisagem serrana, através de um percurso sinuoso q.b., sem subidas intermináveis ou descidas vertiginosas, passando por miradouros naturais que permitiram desnudar o concelho e apreciar a beleza paisagística de um lugar, onde a cidade e o campo estão em perfeita sintonia. De vez em quando, a natureza ficava mais agreste e éramos surpreendidos por caminhos de pedra, sulcados e mais estreitos, mas logo o nosso olhar se desprendia do chão com as vozes animadoras das gentes das aldeias que, em jeito de incentivo, nos faziam crer que a meta era já ali (“Força! Só falta um bocadinho…”), embora ainda estivéssemos a meio da missão.
Ao km 11 fomos presenteados com uma abastada mesa de fruta variada, queijos da região, tostinhas, mel e água fresca, que nos fizeram esquecer momentaneamente o que faltava percorrer, ao saborearmos este “manjar dos corredores”. Com o estômago bem “compostinho”, reentramos na natureza agreste, onde, nas descidas e nas subidas, nos cruzamos com os caminheiros, cujas palavras calorosas e palmas alimentaram os ânimos, fazendo crer que já não faltava tanto assim. De repente, senti uma rajada de vento que pedia licença para passar e dizia “Bom dia!”… Era o Carlos Sá, o primeiríssimo do trail dos 38 kms, a saudar e a incentivar os “mini” com a simpatia que o caracteriza.
Tivemos direito a passadeira vermelha na chegada à meta na Praça da República! Já para não falar de um bolinho delicioso e suculento – a escarpiada –, típico da região, que nos soube a “pato”, mas repôs todas as calorias gastas até então! Depois, foi só abrir o saco para receber presentes: uma garrafa de vinho tinto, um frasquinho de compota caseira de abóbora ou de mel, um queijinho amanteigado e um azulejo/medalha da prova (há muito ansiado pelo atleta Fofoni!). E para quem pensava que não podiam haver mais surpresas, eis que surge uma barraquinha com cerveja à descrição para os mais sequiosos!
Desde os dorsais personalizados aos reabastecimentos, da marcação do percurso à simpatia das gentes da terra, foi um mini-trail para recordar para sempre como uma das experiências mais enriquecedoras na montanha. A equipa do NME esteve à altura do desafio, como já se esperava, e até tivemos uma atleta premiada – a Patrícia – que nem no pódio abandonou a cor laranja!

Texto: Sandra Freitas

sheer of joy in frozen conditions ….ask everybody

De frontal na mochila, três porquinhos rumam à Illa de Arousa, o NME preparava-se para a prova noturna do Galicia Máxica. Os atletas foram chegando ao destino, apesar do meu porquinho enganar-se constantemente no caminho. Tudo estava certo até ao momento em que Fran diz “llevan toda la ropa que tienen”, “Frannnn, TODA!!!!!!!!!”. “Si, toda.” Mineiros em sentido…
Hora de reunir atletas, uns saíram da pizaria rumo ao café, pan de millo, onde me serviram, à Carla e Cristina, umas sandes do tamanho do griso que se fazia sentir no exterior. Os últimos atletas entretanto chegaram e fecharam o círculo.
Chegou o momento de ganhar coragem, sair do café das sandes gigantes, vestir e preparar para a prova. Grande momento de criatividade, os “traileiros” tentavam de tudo para dissipar o frio…. saltos, skippings, socos, aconchegar corpos, palmas, cantar os parabéns enquanto se arranjava uma lista de aniversariantes…. até que….. o Fofoni se lembrou da sardinha do par de dedos. Experimentei, e confesso que resulta, a dor é tão grande que não se pensa em mais nada.
O cérebro gelou e nem percebi se foi contagem decrescente, tiro ou grito….. tardou, mas começamos a partir gelo. O frio foi desaparecendo à medida que fomos contemplando o esplendor da corrida noturna, com mais de 300 cores a refletir as luzes dos frontais mais o laranja aconchegante da lua. A ilha ofereceu-nos o cheiro da praia, as rochas, a areia, o passadiço, o som das ondas suaves, os barquinhos. Só dispensava as algas que me fizeram malhar.
A meta aguardava-nos com um abraço do Moutinho e um divino chocolate de aquecer a alma…. por meio minuto. A boa disposição foi aumentando à medida que íamos re-reagrupando e aglomerando os diferentes tesouros da volta à ilha.
Penso que foi uma prova bem organizada e diferente (pouco desnível, ilha, noite….. frio descomunal), mas fica um amargo por a noite ter escondido uma ilha que parece ter muito mais do que o pouco que vimos. O “sheer of joy” no título do texto, não aparece por acaso, penso que a boa disposição coletiva derreteu a sensação de “o que é que vim fazer para Espanha. Estava tão bem em casa. Quem teve a ideia de correr no polo norte?”. Ficam algumas lições, constipações e um anseio por mais sheeeeeeeeer of joy.

Texto: Tiago Costa